terça-feira, 12 de março de 2013

Ler, Viver e Amar - Jennifer Kaufman e Karen Mack

Bom Dia, leitores!

Hoje trago uma resenha para quem é amante da literatura. Um livro que nos mostra vários nomes da literatura estrangeira clássicos e como uma mulher que ao invés de se afundar em uma depressão, ou em bebedeiras ou qualquer outra fuga se restabelece em vários porres literários. 
Sim, porres, não uma simples ressaca. Aqui na blogosfera pelo que eu entendi uma ressaca literária é ler um livro muito bom e que você não conseguir ler outros novamente tão cedo, ou ler vários de um gênero só e você fica com ressaca e não lê outros também por um tempo. 
Mas o que entendi nesse livro é exatamente ao contrário. Um porre literário é você ler por dias e noites seguidos alheio ao mundo externo como se você estivesse se embriagando de palavras ao invés de um copo de bebida. É você mergulhar todos os seus problemas através das páginas dos livros e dali tirar seu respiro para o mundo. E é assim que eu me sinto e é isso que eu faço. Eu leio para me embriagar com amores impossíveis ou pessoas que lutam por suas vidas. Ler cenas tórridas de sexo ou uma linda cena de amor. E eu vivo em uma porre constante. Só não posso me fechar em uma banheiro com uma banheira de água quentinha e com sais, um rádio velho que toca somente Jazz. Eu tenho que batalhar pois não sou nenhuma heroína literária e não tenho uma poupança gorda que faça me dar tempo para encontrar o meu caminho em um ano ou dois sem trabalhar. Então meus porres são nos ônibus e metrôs da vida, nem sempre sentada, ás vezes em pé e andando na rua quase batendo nos postes, meus porres são em meio a cidade cinza. E eles me protegem e me  erguem para minha próxima caminhada e minha próxima aventura literária.

Ufaaa! Escrevi bastante e nem cheguei ao livro, considerem como parte da história de Dora, uma mulher nos seus 30 anos que encontrou nos livros um refúgio, uma carga para sua vida, uma válvula de escape para fuga de seus problemas. 

Título: Ler, viver e amar
Autoras: Jennifer Kaufman e Karen Mack
Páginas: 320
Editora: Casa das Palavras:
Gênero: Romance
Sinopse: Dora cura a sua tristeza lendo - às vezes por dias consecutivos. Separada pela segunda vez, sua vida se resume a ficar na banheira com vinho e livros - de Tolstoi a Mark Twain, de Flaubert a Jane Austen. Best-seller e livro cult na Costa Oeste americana mostra como a boa literatura pode ser reconfortante e um chave contra os momentos mais difíceis da vida. Tudo isso tendo como cenário a luxuosa Los Angeles, suas lojas, paisagens e ruas que moram no imaginário dos amantes de cinema e dos seriados de TV.





Dora, como disse acima é uma mulher de 30 anos que saiu do melhor emprego que tinha para cuidar de seu pai nos seu últimos anos de vida enquanto também era casada. Separada recentemente, sem emprego vivendo de suas economias, que irão dura no máximo mais uns 05 anos pelo que sua irmã mais velha Virgina lhe diz.

Ela aprendeu desde cedo como é bom ler um livro e como o livro ajuda em todos os momentos difíceis de sua vida. Cresceu com as indas e vindas de seu pai, até que um dia ele foi embora de vez deixando as duas com sua mãe, que se fechava dias e dias no seu quarto bebendo e deixando as duas se cuidarem. E lendo também. Sua mãe lia e todas vez que tinha um problema dava um livro a Dora e se fechava em seu próprio mundo, o que ela levou como uma lição para o resto de sua vida. Se fechar por dias ou semanas em sua casa, em seu banheiro, desligando os telefones deixava sua irmã enlouquecida. 

Basicamente o livro é assim uma boa parte. Ele é um livro tranquilo, não te faz chorar, não te faz rir, um livro de reflexão. O que te faz levar a se fechar em seu mundo, sair da realidade, se esconder da vida? Dora em meio essa fuga da realidade, vai vivendo seus dias e se pergunta porque? O que está fazendo de errado, e aos poucos ela vai encontrando as respostas. Não mais em porros literários, mas em sua própria vida. 

"Minha mãe estava sempre procurando algo que desse significado à existência dela, que a tirasse da vida de desespero e da rotina familiar. Passei anos enterrada em livros, tentando evitar um destino semelhante. Depois, de uma só vez, aconteceu esse lampejo de certeza e toda a indefinição desapareceu. Robert Frost disse: "O que você quer, o que você espera enquanto vaga pelo mundo é que algo aconteça com você". Pois aconteceu. De repente, algo me ocorreu."

Encontramos nesse livro várias citações de clássicos e romances, estrangeiros nesse caso, pois o livro é estrangeiro. E uma  lição de vida a cada capítulo. Ela se envolve amorosamente com um rapaz intelectual, o Fred vendedor em uma livraria, se envolve com sua família, revê seu ex-marido. Sua mãe pede perdão, trabalha na pior coluna de um jornal (aos olhos dos colegas) e assim ela vai se descobrindo. 

E para Dora comprar livros é:

"Eu coleciono livros da mesma forma que minha amigas compram bolsas de grifes.  Às vezes, só gosto de saber que os tenho e lê-los de fato não vem ao caso. Não que eu não termine lendo-os todos, um por um. Eu os leio. Mas o mero ato de comprá-los me deixa alegre - o mundo é mais promisso, mais satisfatório. É difícil explicar, mas eu me sinto, de alguma forma, mais otimista. a totalidade do ato simplesmente me faz feliz."

Eu me sinto assim ás vezes, quando eu precisava de uma coisa importante, mas quando eu comprei meu livro o mundo foi melhor pra mim. Quem é assim?
E para não estender demais essa resenha, cada capítulo tem uma citação de algum autor famoso ou não. E, no final do livro tem uma lista na ordem de aparição de todas as citações, livros autores e artistas que foram citados no livros. Jane Austen, John Coltrane, Robert Frost, Alice Roosevelt e vários.

Uma citação:

"Divido todos os leitores em duas classes: aqueles que leem para lembrar e aqueles que leem para esquecer."
William Lyon Phelps (1865-1943)

Espero que tenham gostado e que pesquisem mais sobre o livro, pois vale a pena.

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Irinia Zachello